O segundo dia do 11º Salão FNILJ para Crianças e Jovens trouxe para o público uma grande variedade de temas e acontecimentos, entre leituras, lançamentos e performances de ilustradores. No primeiro encontro do dia, a autora Fátima Miguez conversou com os visitantes na Biblioteca FNLIJ/Petrobras para Crianças. Em seguida, o fotógrafo da natureza Carlos Secchin fez seu début na literatura infantil ao lançar "Anchovinha - Nem Tudo que Brilha no Fundo do Mar é Escama”. Os ilustradores Victor Tavares e Ana Terra fizeram performances ao vivo, enquanto Adriana Falcão levou o público às risadas com o seu "Sete histórias para contar”. Por último, Rosinha Campos fechou o dia com dois lançamentos divertidos.
O encontro com a Fátima Miguez foi acompanhado com muita atenção por cerca de 70 crianças e adolescentes. A autora leu diversos trechos de seus livros, cantou com as crianças algumas músicas de roda e destacou a importância de se resgatar o imaginário popular e a cultura brasileira, sempre presentes em suas publicações. "Eu uso muito da minha experiência quando criança no meu trabalho. Na minha época de menina, eu fazia muitas brincadeiras ao ar livre, brincava de pular corda, soltar pipa e pião. Hoje, precisamos ficar atentos, senão a criança limita-se a realizar suas brincadeiras no computador, deixando de exercitar a sua imaginação e de gastar energia”, contou.
O lançamento do livro “Anchovinha” foi acompanhado por uma pequena exposição de fotografias do fundo do mar do mergulhador e fotógrafo Carlos Secchin. O autor explicou a importância de proteger-se o mar e os animais marítimos. “Eu me inspirei neste pequeno peixe que forma o maior cardume do planeta e está ameaçado de extinção, para conscientizar as crianças sobre a preservação ambiental. O desafio é falar para o público infantil sobre assuntos duros e preocupantes de forma doce”.
Para mostrar a importância da ilustração na literatura infantil e juvenil, o Salão FNLIJ promoveu a performance de dois dos principais ilustradores do gênero. Às 13h, Victor Tavares e Ana Terra deram uma aula para crianças, jovens e pais no Espaço FNLIJ de Leitura. Além de responder perguntas, eles divertiram o público com duas ilustrações feitas na hora. Para Ana Terra, a ilustração é tão fundamental quanto o texto na literatura infantil e juvenil e tem papel decisivo na alfabetização. “Já que a criança não sabe se expressar com palavras, ela tenta se comunicar pelo desenho”.
Adriana Falcão, escritora também conhecida por títulos para adultos e como roteirista de programas de tv e cinema, divertiu a platéia no lançamento de “Sete histórias para contar”, baseado nas histórias que criava para as suas três filhas quando eram crianças. Muito extrovertida e carismática, Adriana contou um pouco sobre o seu processo criativo, da importância da observação do mundo e das pessoas para buscar inspiração para os seus escritos, sobre sua experiência profissional e sobre os outros livros que escreveu.
“O grande barato da literatura é poder exercitar a própria imaginação. Ao ler o livro você é o diretor do filme, o diretor da peça, o ilustrador. Eu tenho uma paixão imensa por criança e é impossível desassociar as crianças das minhas filhas e da criança que eu fui.”, conta.
Sobre o Salão FNLIJ de Livros, a escritora destacou a importância de um evento que valoriza a leitura na vida das crianças e jovens. “Me dá orgulho ver um evento como esse acontecendo no Brasil. Parece daqueles eventos que só ouvimos falar em países como a Suécia. Acho o Salão a coisa mais chique do mundo”, entusiasma-se.
Às 16h, a autora Rosinha Campos encerrou os lançamentos do dia na Biblioteca FNLIJ para Crianças. Os seus novos títulos “Companheiro/Quem sou eu?” e “Que frio!/Só mais um pouquinho...” podem ser lidos de trás para frente e brincam com a forma e o conteúdo dos livros, provando que existem inúmeras maneiras de a leitura ser expressada. “Minha intenção é chamar a atenção da criança e fazer com que ela tenha uma ligação afetiva com o livro, por isso eu procuro sempre formatos intrigantes e cores chamativas. Todas as formas para trazer a criança para o livro são bacanas”.