Apresenta:
 

Primeiro dia de Seminário debateu aspectos da literatura infanto-juvenil na França 

 Com a presença de Nathalie Beau, do Centro Nacional de Literatura para Crianças e Jovens/Biblioteca Nacional da França, de Gilles Eduard, autor brasileiro radicado na França, de Lenny Werneck, autora de livros para crianças e jovens publicados no Brasil e na França, e dos autores franceses Timothée de Fombelle e Dorothée de Monfreid, o primeiro dia de Seminário debateu aspectos da literatura juvenil na França. 

 No primeiro encontro do dia, participaram Nathalie Beau, Gilles Eduard e Lenny Werneck, como mediadora. Em sua explanação, Nathalie falou sobre o sucesso do livro infanto-juvenil na França. Segundo ela, as crianças francesas têm por hábito ler livros desde o maternal. Além disso, o país dispõe de três mil bibliotecas públicas. Apesar do sucesso e da grande produção editorial do gênero, os livros franceses são pouco traduzidos pra outras línguas.  

 "Os livreiros americanos e ingleses consideram a literatura infanto-juvenil francesa muito sofisticada”, disse Nathalie. Sobre esse tema, o autor Gilles Eduard ainda levantou a questão dos direitos autorais que precisam ser pagos ao editor. “Livro comprado no exterior é caro”, explicou Eduard. De forma descontraída e engraçada, Eduard mostrou seus livros, contou histórias e falou sobre seus sucessos e fracassos editoriais. 

 Na segunda parte do seminário, Nathalie Beau fez uma rápida apresentação sobre os ilustradores franceses e a diversidade de seus trabalhos, estilos e perfis. Para representá-los estavam presentes Timothée de Fombelle, muito premiado por “Tobias Lolness - A Vida na Árvore”, e Dorothée de Monfreid, autora e ilustradora de livros para crianças de 18 meses e cinco anos. 

 Cada um, por vez, contou um pouco de sua experiência na literatura infantil e onde buscam inspiração para seus textos. Ambos disseram que é possível encontrar um pouco de si e de suas próprias experiências de vida nos livros que escrevem.  

 “Tobias Lolness é nutrito com tudo o que eu gosto desde pequeno. Coloquei na história todas as coisas que eu sou e que me representam. E, por coincidência ou não, ele foi escrito durante a gestação de minha mulher e os dois, o livro e o meu filho, 'nasceram' quase ao mesmo tempo”, brincou Fombelle.    



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