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Confira aqui o regulamento.

Discurso de Roger Mello na cerimônia de entrega do Prêmio Hans Christian Andersen do IBBY Cidade do México 10 setembro de 2014 34º Congresso Internacional do IBBY.

Leia aqui as matérias sobre a premiação.

Roger Mello é o vencedor do prêmio Hans Christian Andersen na categoria Ilustrador. É o primeiro candidato latino-americano a vencer nessa categoria.

O traço e as histórias brasileiras terão destaque na Feira do Livro de Bolonha

Mais importante evento do mercado editorial infantil e juvenil presta homenagem ao Brasil entre os dias 24 e 27 de março

14 de março de 2014 | 19h 38
 
Cinco meses depois de ter sido homenageado na Feira do Livro de Frankfurt, que resultou no aumento de traduções de obras brasileiras para outras línguas, o Brasil desembarca em Bolonha na próxima semana para participar, também como convidado de honra, da Feira do Livro Infantil e Juvenil, o mais importante evento do gênero do mundo. 
 

O investimento será mais modesto do que o feito para ir à feira alemã – R$ 1,1 milhão ante R$ 18 milhões –, mas o objetivo é o mesmo: apresentar a literatura brasileira para que o trabalho de nossos escritores e ilustradores esteja também disponível para leitores de outros países. Isso porque por muito tempo o Brasil foi visto como um bom comprador de direitos autorais, e os números nacionais (os reais e os potenciais) sempre impressionaram os editores estrangeiros. Um exemplo: só em 2013 o governo federal destinou R$ 86 milhões para comprar mais de 7 milhões de exemplares de livros infantis e juvenis para bibliotecas escolares. Mas agora as editoras brasileiras querem vender.

Há 40 anos, o Brasil participa da feira com a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. De 2009 para cá, o Projeto Brazilian Publishers, parceria entre a Apex e a Câmara Brasileira do Livro para a internacionalização do setor, montam estande lá. Naquele primeiro ano, nove editoras foram à feira italiana. Agora, 39 editoras ocuparão um espaço de 160 m². 

Os negócios fechados lá ainda não são expressivos, e isso não desanima as editoras. Em 2013, segundo Karine Pansa, presidente da CBL, o País negociou US$ 273 mil – US$ 183 mil em direitos autorais e US$ 90 mil em venda de livro.

Uma boa vitrine será o espaço de exposição aberto pela feira para o país homenageado. Lá, editores do mundo todo poderão conhecer o trabalho de 55 ilustradores brasileiros na mostra Incontáveis Linhas, Incontáveis Histórias. Se em Frankfurt a surpresa da abertura ficou por conta do discurso improvisado do vice-presidente Michel Temer e da fala histórica do escritor Luiz Ruffato, agora ela está nas mãos de Ziraldo, que será homenageado, e de Roger Mello. A eles será dada uma parede em branco e uma plateia. “Ainda não combinamos o que faremos, mas como seguidor e admirador vou me adaptar ao que o mestre fizer, diz Roger Mello, que ilustrou 100 livros para diversos autores, escreveu e ilustrou outros 22, que está prestes a completar uma dezena de obras lançadas no exterior e foi indicado pela terceira vez para concorrer ao Prêmio Hans Christian Andersen na categoria ilustrador. Joel Rufino dos Santos concorre como escritor e os vencedores serão conhecidos lá.

Na feira, também serão anunciadas as seis melhores editoras do mundo – a carioca Pallas é a única brasileira no páreo.

A comitiva nacional é composta por Angela Lago, Ciça Fittipaldi, Eliardo França, Marilda Castanha, Marina Colasanti Sant’Anna, Nelson Alves da Cruz, Roger Mello, Rui de Oliveira e Ruth Rocha. Outros três convidados oficiais não vão poder ir, mas os corredores da feira estarão repletos de escritores e autores levados por suas editoras.

A ministra da Cultura Marta Suplicy, que vai à feira, conta que está impressionada. “Vi o catálogo que vamos distribuir e é de capotar. Fiquei surpresa com a diversidade, qualidade e criatividade. Quando apresentamos um trabalho desse nível, não vendemos apenas o livro, mas também o ilustrador que pode ilustrar em qualquer lugar do mundo”, diz aoEstado. Roger Mello que o diga. Na feira, ele autografa o livro que ilustrou para o chinês Cao Wenxuan, ainda inédito no Brasil, e se prepara para lançar outras cinco obras na China.

Além da mostra, haverá conversas com escritores e ilustradores e, claro, compra de direitos autorais de livros a serem editados aqui.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/arte-e-lazer,o-traco-e-as-historias-brasileiras-terao-destaque-na-feira-do-livro-de-bolonha,1140966,0.htm

Quase tudo pronto para Bolonha

PublishNews - 14/03/2014 - Leonardo Neto

Representação brasileira na Feira do Livro de Bolonha acerta os últimos detalhes antes da feira

 

Bolonha, na Itália, foi reconhecida pela Unesco como Cidade da Música, mas, daqui a pouco, vai se transformar na cidade dos livros infantis e juvenis. É que acontece lá, entre os dias 24 e 27 de março, a Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil que deve reunir 1.200 expositores, de 75 países e o Brasil é o homenageado dessa edição. Com o slogan “Um País cheio de vozes”, a participação brasileira é organizada pelo Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Cultura/ Fundação Biblioteca Nacional, Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), Câmara Brasileira do Livro (CBL), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Instituto C&A, SESC São Paulo e Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

 

A participação das editoras está a cargo do Brazilian Publishers (consórcio formado por CBL e ApexBrasil para o fomento às exportações de conteúdos editoriais brasileiros) que vai montar um estande coletivo de 120m² que será dividido entre 39 editoras (veja lista completa no final da matéria). Na edição passada da feira, o Brazilian Publishers conseguiu levar apenas 17 editoras. O crescimento demonstra o interesse dos editores brasileiros na feira, “rigorosamente reservada aos profissionais do setor”, como fazem questão de ressaltar.

 

Para os organizadores da participação brasileira no evento, o foco deverá ser no País como grande vendedor de direitos autorais. “O Brasil sempre foi visto como um excelente comprador de direitos autorais em feiras internacionais. Chegamos ao momento em que precisamos mostrar que somos também bons vendedores”, levanta a bandeira Dolores Dosh Manzano, gerente executiva da Brazilian Publishers. Karine Pansa, presidente da CBL, engrossa o coro e ressalta: “o Brasil passa, de país apenas comprador de direitos autorais, para também vendedor de conteúdos ao exterior. Portanto, este é o momento de aproveitar tudo o que um evento deste porte pode oferecer”.

 

Karine fala de uma estimativa de vendas de direitos e livros físicos na casa dos US$ 330 mil, o que representa aumento de 18,5% em relação ao movimentado no ano passado. Para chegar lá, o Brazilian Publishers investiu R$ 340 mil na montagem do estande, programações paralelas e na confecção de dois catálogos: um com seis livros de cada uma das 39 editoras parceiras e outro com as 55 ilustrações que vão compor a exposição. Mas os investimentos na participação brasileira vão além disso. De acordo com a secretária geral da FNLIJ, Beth Serra, o valor total investido pode chegar a R$ 1,1 milhão.

 

A Melhoramentos, já velha conhecida de Bolonha, levará na bagagem 40 títulos para as rodadas de negócios, entre eles Flicts, Benjamim e O meu pé de laranja lima. Além disso, a veterana comemora o lançamento de Sonhos em amarelo, de Luiz Antonio Aguiar pela italiana Giunti. “Esta feira é uma das principais fontes para negociarmos direitos autorais, observar as tendências do mercado global e conhecer novos autores e ilustradores”, destaca Claudia Morales, diretora editorial da casa. Mas a iniciativa do Brazilian Publishers permite que pequenas editoras também marquem presença em Bolonha. É o caso da Dedo de Prosa, que tem apenas 11 títulos publicados, mas vai encarar a viagem até a Itália. “Nossa editora é nova e ainda muito pequena. Esta é uma oportunidade única de expor nossas obras, conhecer novos profissionais, além de estarmos ao lado de grandes editoras brasileiras”, observa Sílvia Fernandes, da coordenação editorial e de direitos estrangeiros da editora.

 

Além das 39 editoras que vão com a ajuda logística do Brazilian Publishers, outras editoras vão de forma independente. A Callis, por exemplo, terá um estande próprio, com 12 m². O investimento no espaço foi de 3,7 mil euros. “No nosso catálogo, estamos levando 40 títulos e a expectativa é comercializar todos “, conta otimista Miriam Gabbai, editora executiva da casa.

 

Autores

A seleção oficial de autores e ilustradores foi feita pelo Itamaraty, tendo como critério a indicação ao Prêmio Hans Christian Andersen. Além disso, a FNLIJ viabilizou – com o apoio do Instituto C&A – a ida de outros cinco autores. Com isso, a comitiva oficial terá 16 autores e ilustradores. Mas o número não para aí. De acordo com Beth Serra, o time de autores brasileiros em Bolonha pode chegar a 50 pessoas. “Desde 1995, fazemos um esforço muito grande para que os escritores entendam que participar de Bolonha é um investimento importante na carreira”, conta. A FNLIJ participa do evento há 40 anos e comemora essa edição. “Foi um esforço coletivo muito legal esse ano. Estamos muito entusiasmados com o que conseguimos”, ressalta Beth.

 

A secretária conta ainda que a confirmação da ministra da Cultura, Marta Suplicy, foi a coroação desse esforço. “É uma questão rara ter o ministro da Cultura de países homenageados participando de uma feira focada em livros infantis. Isso acontecer esse ano é um passo importantíssimo para o mercado do livro infantil e juvenil”, conta.

 

Editoras participantes do estande Brazilian Publishers:

Editora Autores Associados, Editora Ática, Bamboo Editorial, Brinque-Book, Callis Editora, Companhia das Letras, Companhia Editora Nacional Cortez, Cosac Naify, Editora Cuca Fresca, Dash Editora, Editora Dedo de Prosa, Duna Dueto Editora, DSOP, Edições Escala Educacional/Editora Lafonte, Editora Elementar, Fama, FTD, Girassol, Globo Livros, Hub Editorial, Jujuba Editora, Ledur Serviços Editoriais, Mar de Ideias, Mauricio de Sousa, Editora Melhoramentos, Editora Napoleão, Pallas, Panda Books, Editora Peirópolis, Editora Positivo, RHJ Livros, Editora Rideel, Editora Scipione, Edições SM, Solisluna, Todolivro, Editora Viajante do Tempo e Zada Editora.

 

Fonte:http://www.publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=76294

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