Aconteceu

Odilon

Para Odilon Moraes, o processo de ilustração dedicado à literatura infantil, na maioria das vezes, utiliza personagens carismáticos que atuam em mundos fictícios, de forma proposital, para estimular a criatividade e a imaginação das crianças. Cores vivas e formatos táteis são usados para despertar o desejo pela leitura. Com os livros digitais, alguns sentidos e sensações, como o tato, o cheiro de livro novo a ser aberto, acabam anulados, experiências únicas que somente o livro físico pode proporcionar.

 

Socorro

Socorro Acioli - vencedora do prêmio Jabuti 2013 na categoria Infantil: “Participo dos eventos ligados à Fundação desde 2005. Faço todo o possível para vir, em virtude do contato com os leitores. Quando era criança, estudava apenas autores mortos como Machado de Assis, José de Alencar. Não tínhamos essa chance de ver os escritores e perguntar ao vivo sobre suas obras”.

 

Cleuza Repulho

Cleuza Repulho - Secretária de Educação de São Bernardo do Campo: "A feira foi um sucesso. Tanto a organização da FNLIJ, como a nossa, conseguimos organizar e aprimorar aquilo que não havia na 1ª Feira Literária, fazendo avançar o processo. Não tivemos problemas na ida e volta das crianças, nem nas escolhas dos livros. A 2ª Felisb foi muito boa também, porque conseguimos incluir as crianças pequenas, levando autores e ilustradores às creches. A gente já está trabalhando a questão da leitura, desde os bebês. Deu tudo certo".

Stella Maris RezendeStella Maris Rezende

 Stella Maris Rezende - autora
"Quando escrevo me sinto como se conversasse com o mundo. É a nossa função como escritor, estar em prosa com as pessoas".

Socorro Acioli - AutoraSocorro Acioli - Autora

Socorro Acioli - Autora
Faço o possível para vir à FELISB. É uma oportunidade única para o autor manter contato com as crianças. Não tive essa oportunidade como eles."

Mauricio VenezaMauricio Veneza
Maurício Veneza, ilustrador.
"'Não se começa uma casa pelo telhado. O caminho para Cervantes e Shakespeare passa pelo Sítio do Pica Pau Amarelo.” 

Elizabeth TeixeiraElizabeth Teixeira
Elisabeth Teixeira - ilustradora.
“Desse contato com tantos livros, as crianças se sentem estimuladas a ler. Só que mais importante é ter o exemplo em casa, ela só toma a leitura como hábito ao se espelhar nos pais.” 

Tino FreitasTino Freitas

Tino Freitas publicou seu primeiro livro em 2009, de lá até a Felisb já foram lançadas outras dez obras e ele foi finalista duas vezes do Jabuti (importante prêmio literário brasileiro), inclusive agora em 2013.

Na feira, Tino deu show com as crianças. Além de escritor, ele é músico e mediador de leitura. Natural de Fortaleza, vive em Brasília onde desenvolve um projeto chamado Roedores de Livros, que faz mediação de leitura, daí vem a experiência que ele demonstrou para conquistar uma platéia. “Mas sempre tomo cuidado para não aparecer mais que o livro. Esse é o papel do mediador: fazer com que leitura chegue bem para o livro. É diferente de uma performance, que um artista faz, conta a história, usa elementos para isso e, quando vai embora, deixa nas crianças a impressão de que aquela história legal foi junto com ele. Com a mediação, o livro e a história legal ficam para que as crianças possam curtir cada vez mais.”

Elisabeth TeixeiraElisabeth Teixeira

Elisabeth Teixeira, carioca, é ilustradora desde 1990. Já trabalhou em cerca de 120 livros. Ganhou três prêmios Jabuti (um dos mais importantes da literatura brasileira) por seus desenhos nos livros Brincando Adivinhas, O Lobo e Carmela vai à Aula.

Ela esteve na Felisb e conversou com alunos de ensino fundamental da rede pública de São Bernardo. Foi direto ao assunto: “A ilustração estimula a leitura, é um fator de atração e sedução. Em todo livro infantil o que impacta é a imagem, depois é que a criança entra no texto. O ilustrador conta com suas ilustrações uma versão da história que o escritor escreveu”.

Patricia AuerbachPatricia Auerbach

Patrícia Auerbach – Autora e ilustradora.
“Devemos quebrar a ideia de o livro ser tratado como objeto intangível. Ele deve ser acessível a todas as classes sócias e ser liberto do estigma de que livro é algo feito apenas para intelectuais”.

FELISBFELISB

Pamela Pereira de Assis Bonfim de Querioz, professora de EJA (Educação de Jovens e Adultos) da escola Olegário José Godoy, no bairro Montanhão em São Bernardo.
“A feira é ótima. Assim que fiquei sabendo, vim comprar livros. É uma ótima filosofia essa de que as escolas precisam de acervo. A leitura faz com que as pessoas reflitam melhor sobre ávida e dá conhecimento de mundo.”

yolanda reyes

Convidada internacional da Felisb, a jornalista e escritora Yolanda Reyes veio do país homenageado nesta edição da feira: Colômbia. Ela compareceu apostando na grande experiência da FNLIJ. “Nem sabia que seria em São Bernardo, mas sabia que se a organização era da FNLIJ, era boa.”

GuazelliGuazelli

Eloar Guazzelli é um profissional de sucesso. Aliás, um multiprofissional: ele é ilustrador, diretor de arte de desenhos animados, roteirista, faz histórias em quadrinhos, é pesquisador e professor universitário. Mas na Felisb, o pessoal estava interessado era na faceta de ilustrador de cerca de 65 livros infantis, ao longo de 32 anos de carreira. “Profissionalmente comecei a desenhar com 18 anos de idade, mas desenho desde que me lembro como gente. Já desenhei até com pó de café. Quando eu era pequeno adorava desenhar cidades e a Guerra de Tróia. Sempre colocava um homem levando uma pasta nos meus desenhos, acho que era meu pai.” 

rosinha

Todo mundo conhece ela por Rosinha. O nome completo é Rosangela Maria de Queiroz. Mas as ilustrações traços que dão vida para cerca de 80 livros já publicados são assinados como Rosinha mesmo. “Comecei ilustrando para outros autores e, a partir de 2007, passei a escrever meus próprios livros.” 

Na Felisb, ela foi mais do que autora e ilustradora convidada. Ela ajudou a mediar o contato entre os colegas de profissão e os alunos, professores e público. Ela cumpriu a tarefa animada, pois vê o evento como algo de muito bom para a cidade que a transformou em lei.

Caco Galhardo trabalha desde 1996 na Folha de São Paulo produzindo tiras diárias e ilustrações de personagens que se tornaram famosas entre leitores do jornal como os Pescoçudos, Lili, Chico Bacon, Pequeno Pônei, entre outros.
Caco GalhardoCaco Galhardo

Mais ligado à produção para público adulto, o cartunista e quadrinista esteve na Felisb para falar com fãs sobre uma adaptação para história em quadrinhos que fez do clássico Don Quixote. “Adaptações de clássicos para quadrinhos são um portal para a obra. Você não pode ver o quadrinho e achar que sabe algo do livro original. O quadrinho é um convite para conhecer melhor a obra”, explicou. Ele já prepara o lançamento de uma segunda parte. “Esse Quixote foi feito há 10 anos, o traço era mais duro. Breve sairá a continuação”.

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